quarta-feira, 25 de setembro de 2013

mergulhar em alguém





Geralmente as pessoas procuram demonstrar ainda mais seus sentimentos quando alguém duvida do amor que se sente. Já eu, automaticamente dou um passo atrás.

A dúvida, ao invés de me fazer insistir, querer provar sentimento, me faz parar e pensar que diabos ainda to fazendo nesse lugar, com alguém que não foi sensível o bastante pra perceber meu esforço até agora.

Demonstrar nunca foi meu forte, quando surge a dúvida eu recuo. Se demonstrei, por mínimo que fosse, foi porque tirei meu chapéu e meus sapatos, pra mergulhar em alguém.


Naiana Cescon Lemes

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

fui ser feliz e não volto



Um relacionamento envolve duas pessoas, com seus erros, defeitos de fábrica ou não, qualidades, milhões de gostos e manias, dos quais escolhemos abrir mão, pra que tudo pelo menos corra mais ou menos bem. No mundo em que vivemos, onde batemos carreira pra ver quem é mais individualista, relacionar-se bem a longo prazo, tornou-se quase uma missão impossível.

Pois bem, nunca fui de eternizar nada, não consigo planejar nem o que vou vestir no final de semana, quem dirá meu futuro. Não estou dizendo que não tenho expectativa de vida, planos e desejos, pois tenho sim, mas com meus pés g r u d a d i n h o s no chão. Hoje tudo é eterno, tudo é milimetricamente "projetado" e por isso, tudo enjoa, vira rotina e acaba por fim saindo do nosso controle, até sair de vez de dentro de nós.

Depois que as coisas chegam ao fim, aquele que segurou, que engoliu e ficou engasgado, coloca pra fora suas vontades de mudar, de falar o que nunca foi dito, de fazer o que ficou pra trás na correria do dia, resolve finalmente deixar pra trás aquela mania insuportável e assim por diante. Isso é injusto, depois que o sentimento morreu, depois do tempo que tentamos "arrumar" as coisas, até que por fim no limite, desistir de tanto tentar.

Sou da filosofia "o que for pra ser, vai ser, vai acontecer" e não me estresso com muita coisa. Prometi a mim mesma não planejar meu futuro e nem incluir nele escolhas que não dependam só mim. Continuo sendo dona da minha vida, de eu mesma e das coisas que elegi sozinha. Estou pegando um atalho, outro caminho, lembrando de quanta coisa já escolhi e deu certo e, isso me consola!

Nada disso foi planejado quando existia amor, quando ainda havia desejo, carinho e admiração. Não sou de me arrepender, não vou dizer que não valeu a pena, que foi tempo perdido, que tudo que vivi foi por água abaixo. Arrepender-se é fraqueza, cometer injustiça consigo mesmo, com a experiência que adquiriu. O conhecimento de certo e errado que tem hoje, são por conta das "vidas atrás" que também são partes de nós.

"Não mandarei cinzas de rosas, nem penso em contar os nossos segredos"


Naiana Cescon Lemes