quarta-feira, 28 de agosto de 2013

águas recurvadas



Todos os dias escrevo sobre alguém, conheço uma história, uma notícia, uma tragédia. Me concentro tanto em escrever e descrever pros outros, que acabo esquecendo da minha escrita. 

Ando precisando de um tempo só meu, pra realmente me ouvir, colocar pra fora o que já não me cabe mais, de tanto ser. Sinto com se eu estivesse dividida entre dois mundos, sendo que o considerado errado é o que me deixa mais feliz.

O tempo que passou, agora insiste em retornar, mais forte e decidido a me manter com ele. Voltou mostrando os erros, pra não serem mais cometidos. Voltou com maturidade de quem já passou por muita coisa e agora tenta achar algo confiável, no meio dessa multidão toda. Aquele passado fosco, agora parece tão nítido.

Eu sei que é loucura jogar uma vida assim janela a fora, mas acontece que por aqui as águas estão lentas demais, não me levando a lugar nenhum. Amor é paz, inquietude, é "não ver a hora de chegar". E não comodismo, falta de humor e poucas palavras. 

Quem disse que águas passadas não passam de novo, ainda não conhece a minha história.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

imensidão invisível



Quando paro para pensar, que existe muita mais do que enxergo e imagino, tudo me parece vago.
Dentro de mim nasce um vazio de curiosidade misturada com sede de saber mais, me aprofundar e realmente entender esse mundo invisível que está ao redor de nós.

A imensidão do mundo, com todas as coisas que ainda não conheci visivelmente, me faz continuar e levantar todas as manhãs com a cabeça erguida, pedindo aos anjos proteção para prosseguir em paz.


Naiana Cescon Lemes