terça-feira, 30 de julho de 2013

é inútil ter certeza



Dizem que a indecisão chega perto dos 30 anos, mas eu, em pleno gozo dos meus 22 anos tenho minhas dúvidas e certezas, de que ela anda lado a lado comigo.

Ontem falaram que "pareço contente com o que faço", me questionei bem no fundo, sem saber o que realmente responder. Tenho tantos desejos que uma vida só é pouco pra tudo que quero. Queria ser fotógrafa, eternizar momentos e pessoas. Queria ser veterinária e cuidar dos bichinhos em apuros, que me pagassem ou não. Queria ser designer e colocar toda a minha criatividade em prática. Hoje me encontro "redatora de um jornal", algo que desejei a anos atrás, pela questão da escrita e depois desisti por achá-la pessoal demais pra ser exposta.

De um modo ou de outro, as coisas se movem no mundo e um dia, o que você desejou com força e sinceridade, vem até você. Não no tempo que queremos, mas no tempo certo, no tempo em que o universo nos vê preparado para encarar os desafios e as conquistas das nossas escolhas.


Tenho uma memória ótima, mas como tudo tem dois lados, uma vez que outra, desejo esquecer o que tem dentro dessa caixinha ambulante, que carrega tudo que os olhos vêm, e o que não vê inventa.


Estava quase me vendo sem "palavras", quando toca Creedence na rádio, me fazendo desenterrar memórias e sentimentos, assim como palavras que o vento trás. 

Sou geminiana,tem um ser dentro de mim que discorda de tudo que eu faço. Talvez isso não justifique minhas tantas indecisões na vida, mas ajuda a disfarçar.

Já dizia Humberto Gessinger: A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza!

Naiana Cescon Lemes

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Valentim

O Valentim tem uma conexão com câmeras, que eu não consigo explicar.
Apenas clico enquanto ele se move na minha frente.