quinta-feira, 19 de maio de 2011

Em paz.



Estava sentada na cama tirando o esmalte da unha e me deu uma vontade imensa de escrever. Fazia tempo que eu não ficava sozinha no meu quarto, pensando em futuro ou sei lá o que vier na mente. Se eu sentar aqui e escrever o que vier vou estar sendo sincera demais?


Então me veio Adriana Calcanhottto e sua suavidade dizendo: "rasgue as minhas cartas e não me procure mais..." Porque me coloquei em um tempo tão sozinho novamente se quem eu tenho do meu lado é a pessoa que mais me valorizou em toda a minha vida?

As vezes sinto que sou injusta com as pessoas, que sou um pouco fechada demais invés de ser mais franca. Sabe, não sou dessas que admira todos que andam comigo, sei dos defeitos de cada um e sei também que pra sair junto com alguém basta apenas a vontade de sair de ambos os lados e mais nada. Agora quando se fala de amizade, de confiança e tudo o mais que se precisa, eu não tenho quase ninguém do meu lado. Os verdadeiros estão todos espalhados por aí, esperando o dia do reencontro pra podermos desabafar novamente.

Eu sinto que quando não sou clara sou tão mau interpretada, não mereço as coisas que passam pela cabeça dos outros, eu sei que passam, porque passa aqui também. Mas eu tenho certeza das coisas que eu quero pra mim. Sei quem eu quero levar comigo e quem eu devo deixar um pouco atrás pra que as coisas sigam seu ciclo.

Sabe, esse meus momentos sozinha, essas músicas que aparecem no meu fundo imaginário não são a toa. São pra que deseje isso que imagino com mais intensidade, são pra que eu veja que as coisas só exigiriam adaptação da minha parte, talvez um pouco de ânimo ou então teu abraço quentinho no final do dia.

Naiana Cescon Lemes.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pare este trem.



Essas lágrimas que correm no meu rosto são automáticas, sensíveis, são lerdas que nem os filmes pela metade que passam pela minha cabeça. E eu ainda tenho tanto a te escrever, tanto sentimento querendo sair e todos na tua direção.

Tenho que te provar tanta coisa de agora em diante pra que as coisas comecem a voltar pro seu lugar, e isso não me desanima, não me faz querer parar por ser demais, não me faz ser nem menos nem mais que você. Essa nossa cicatriz provocada, colocada, quase injetada em nós vai servir pra alguma coisa. Talvez pra que eu consiga ser um pouco mais confiante, mais aberta, ser o tal mais que tu espera de mim.

Ainda me emociono com as tuas palavras, com você me chamando de pitchulina. Mas hoje de manhã não lembro de ter te escutado dizer: "eu te amo", por isso não levantei até você chegar.

Posso ter perdido tanta coisa, posso ter ganhado e colocado conceitos nas nossa costas, mas esse John Mayer que escuto só me faz lembrar de ti, aquela música lentinha que tu gosta, faixa 08 do CD do gatinho que gravei pra ti. Essa mesma que esta passando na tua cabeça. Stop This Train. E ela diz amor : Pare este trem eu quero sair e voltar para casa de novo. Não posso aguentar a velocidade em que ele se move, eu sei que não posso. 
E eu o ouço olhando nossas fotos, todas elas, passando em todos os lugares que ja fomos juntos, como num filme, mas esse vai até o fim.

Quero te sentir de manhã, é o que me faz levantar. E sorrir pra ti, já que tu espera tanto isso de mim. Retribuir teu eu te amo nem que sejam horas depois, mas retribuir e não jogar fora esse amor todo que sinto e preciso te passar todos os dias.

Naiana Cescon Lemes.

todos os dias da minha vida!



Já suportei tanta coisa minha, coisas que eu não amava, porque eu não suportaria você que faz tão parte de mim quanto os dedos que digitam agora?

Eu erro, todo mundo erra, você errou, eu vou errar tantas vezes daqui em diante. Mas as coisas não se desfazem assim! Construímos coisas, estamos aqui pra isso, sejam eles laços, desapego, amor por coisa pequenas e grandes e assim que aprendemos a viver e nos reerguer novamente.


Eu sempre me ergui sozinha, minha cabeça precisava que eu comandasse meu pescoço pra se levantar mais uma vez e dizer a mim mesma "eu consigo!" mais uma vez, de tantas e tantas. E então aparece você, tão seguro de si, erguendo minha cabeça delicadamente com a mão e dizendo com os olhos: "agora você tem com quem contar". E foi tão bom amor, foi tão bom te ter do meu lado desde início.


E eu sempre com lágrimas no rosto te passo a imagem de frágil, acho que é por isso que tu me cuida tanto. Olha bem pra mim, sou tão insegura em tudo, tenho medo das coisas que ainda não vivi e que são invitáveis, que vão acontecer assim como ficar velho ou engordar. São tão simples não é mesmo? Simples de se soltar, simples de se errar, simples de admirar. Mas não de amar. Não esse amor que a gente contrói, e construiu e que espero que ainda conseguimos construir, esqueçamos o que nos fez mau, o que nos prende de nos abraçar e nos beijar como antes.

Queria tanto saber te explicar a origem dessa minha insegurança que me engole até nos meus sonhos. Que me para e que tantas vezes você teve que me dar o empurrãozinho pra que eu continuasse caminhando. E eu sabia que isso um dia ia me prejudicar, mas eu não consigo me sentir segura comigo mesma, confio em ti, mas não em mim. Acho até que nasci com essa insegurança, ou então que me enfiaram guela abaixo durante a minha vida.

Eu preciso de ti, nunca disse isso com tanta segurança, preciso de ti pra erguer minha cabeça quando choro, pra me ajudar a caminhar quando minha insegurança me pára, pra me beijar de manhã cedo e me dizer eu te amo, todos os dias, todos os dias da minha vida!

Naiana Cescon Lemes.